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Visitantes, minhas saudações.

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sexta-feira, 1 de julho de 2011

PARA FALAR EM DECORAÇÃO, TEMOS PRIMEIRO QUE FALAR DELES! OS GRANDES PERSONAGENS DESSA HISTÓRIA.

Clássicos do Design 
Publicado pela Tok&Stok
http://www.tokstok.com.br/app?page=PaginaSimplesMenu&service=page&ps=52128,52129

Eileen Gray

 (1878-1976), nasceu em Enniscorthy, uma pequena cidade no extremo sul da Irlanda, em uma família de tradição artística.


Sua formação começou na Slade School of Fine Arts, em 1898. Passou a maior parte da Primeira Guerra Mundial em Londres, só retornando a Paris em 1900, onde estudou desenho com Colarossi e Julian. Posteriormente se formou na arte da laca com o mestre japonês Sugawara e a partir de 1919 começou a trabalhar com decoração e design de móveis.

Em 1922, abriu a Galerie Jean Désert, uma espécie de showroom de seu próprio trabalho. Ainda neste mesmo ano, entrou em contato com o movimento De Stijil.

Já em 1923, seu projeto de interiores para o Salon dês Artistes Décorateurs recebeu elogios dos renomados J.J.P. Oud e Walter Gropius, na época diretor da Bauhaus.

De 1926 em diante, se dedicou à arquitetura tendo, inclusive, muitos de seus projetos em exposição no "Pavillon des Temps Nouveaux" de Le Corbusier, na exposição de Paris de 1937

Embora tenha sido pouco reconhecida durante a maior parte de sua carreira, é agora lembrada como uma das mais influentes Designers e Arquitetas do início do século 20.



George Nelson

Nascido em Connecticut nos Estados Unidos em 1908, George Nelson formou-se em Arquitetura na Universidade de Yale no final dos anos 20, especializando-se posteriormente em Artes. Durante duas décadas trabalhou como escritor para revistas como Architectural Forum, Interiors e Fortune, destacando-se também seu trabalho como diretor de arte e editor.

Em 1946 tornou-se diretor de design da companhia americana Herman Miller e trabalhou com grandes designers modernistas como Charles Eames e Isamu Noguchi. Foi considerado uma das mais poderosas forças por trás do desenvolvimento da cultura do design nos Estados Unidos.

"Fazer muito mais, com muito menos". Este foi o lema que seguiu ao longo da sua carreira, com uma séria preocupação em como o design poderia influenciar as pessoas e a sociedade em geral.

A série de luminárias Bubble Lamps, ícone dos anos 50, faz parte da história do design e da iluminação e é um exemplo do estilo orgânico, naturalista, de reação às linhas puras, batizado na época de biomórfico (estrutura cujas formas lembra a dos seres vivos) pelo próprio Nelson.

Cada uma das peças dessa série traz uma forma única, extremamente elegante. Sua superfície acetinada semelhante à de um casulo produz uma luz suave e uniforme, além de criar um efeito decorativo para os mais variados ambientes. Criadas em 1947 estas luminárias-esculturas foram fruto da inspiração de Nelson aliada a descoberta de um novo plástico em spray usado inicialmente para embalagens. As Bubble Lamps foram fabricadas de 1952 a 1979.

Os seus projetos arquitetônicos incluem Hidden City - uma construção subterrânea, como também o design da primeira mesa secretária em forma de L, o banco de ripas, entre outros. George Nelson foi das mentes mais brilhantes do design moderno do século vinte. Veio a falecer em 1986.

A Poltrona Coconut Neo, criada em 1955, é uma das mais conhecidas criações do brilhante designer George Nelson. A poltrona, que faz lembrar um coco cortado em partes iguais, além de ser convidativa ao repouso, é uma verdadeira obra de arte, uma inspiração que merece lugar de destaque no ambiente.

Com assento/encosto em fibra de vidro revestido com espuma de poliuretano e couro legítimo e base em aço inoxidável, esse clássico do design se destaca pela liberdade de movimento permitida pelo seu assento diferenciado.



Gerrit Thomas Rietveld

O holandês Gerrit Thomas Rietveld é um dos gênios da arquitetura e do design do século XX.


Rietveld colaborou com a construção do design em contraponto aos estilos rebuscados do início do século passado. Participou do movimento De Stijl, responsável não somente por revolucionar a pintura mas também a integração entre as artes plásticas e o design.

É autor da famosa cadeira Zig zag, composta por apenas quatro placas de madeira, projetada em 1932, hoje comercializada pela Tok&Stok.


Harry Bertoia

Foi um designer de móveis, jóias, artista gráfico, escultor e arquiteto. Nasceu em San Lorenzo, Itália em 10 de março de 1915, emigrando para os Estados Unidos em 1930. Após uma certa dificuldade em aprender a língua inglesa, entrou para uma Escola Técnica em Detroit, na cidade em que também estudou desenho e pintura.


Em 1949, mudou-se para a Pensilvânia, e passou a trabalhar como escultor e professor na Academia de Belas Artes de Cambrook. O nome de Cambrook está associado à pessoas famosas na história de criação de móveis: Eero Saarinen, Charles Eames, Ray Kaiser, entre outros. Bertoia esteve em Cambrook no período em que Charles Eames era líder do departamento Experimental de Criação e os dois trabalharam juntos no desenvolvimento de alguns produtos.

Seus trabalhos começaram a chamar a atenção, quando Hans e Florence Knoll, os arquitetos fundadores da Knoll Associates ¿ uma das mais importantes e influenciadoras companhias de design da segunda metade do séc. XX, ofereceram-lhe um estúdio para que pudesse desenvolver seus estudos em metal, pois mesmo trabalhando com esculturas, seu trabalho sempre esteve voltado ao mobiliário. Assim uma das propostas apresentadas foi uma cadeira formada por tela. Ao analisar o projeto, Florence Knoll percebe a semelhança com uma cesta plástica de secar pratos e lhe propõe que estude um modo de criar uma cadeira com essa forma, de uma maneira que se adaptasse inteiramente ao corpo. Meio ano depois estava desenvolvida toda a linha de poltronas-cesto. Apesar da aparência sutil, o projeto não valorizava apenas a funcionalidade, mas também o jogo de forma e espaço, e a flexibilidade do metal. Tudo isso em uma estrutura de aço curvado e soldado, cromado ou recoberto de vinil. Em 1952 a linha de cadeiras Bertoia foi incorporada a coleção Knoll.

Harry Bertoia morreu em 6 de novembro de 1978 e obteve uma grande reputação em cada campo que atuou.




Isamu Noguchi

Nasceu em Los Angeles em 1904, filho de uma escritora norte-americana e de um poeta japonês. Logo após seu nascimento, sua família mudou-se para o Japão, onde aprendeu a trabalhar com marcenaria, retornando posteriormente aos Estados Unidos. Quando jovem, Noguchi estudou medicina, mas logo abandonou o curso e resolveu estudar pintura e escultura. Entre 1927 e 1928 trabalhou como assistente no estúdio, em Paris, do escultor Constantin Brancusi, considerado o precursor da escultura abstrata.


Prosseguindo seus estudos viajou para a Inglaterra, China e México. Sua formação reflete-se em seu trabalho, onde funde o design e a escultura.

Em 1939, desenhou uma mesa para o Presidente do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, a forma orgânica antecipava a mesa de centro que desenharia posteriormente para a Herman Miller. Do seu trabalho como designer destacam-se a modernização das luminárias de papel e bambu, a mesa Cyclone para a Knoll, e os candeeiros Akari, desenhados nos anos 50. Noguchi procurou resolver problemas tanto cotidianos quanto estéticos, aliando a arte ao utensílio.

Suas obras se caracterizam por formas abstratas, por meio das quais combina a sutileza oriental com a sofisticação da arte ocidental. Suas esculturas mais ambiciosas foram destinadas a espaços ao ar livre como o Jardim da Paz, sede da Unesco em Paris; o Jardim da Água em Nova Iorque; entre outras.

A clássica mesa para café foi criada em 1940 e até hoje continua a ser produzida; consiste de somente três elementos: o tampo de vidro e as duas peças interligadas em madeira, que servem de base. Essa mesa apresenta extraordinária harmonia entre forma e função, e realça sua formação de escultor; trabalho único ao qual passou a dedicar-se totalmente no final da década de 50.

Em 1975 fundou um atelier na ilha de Shikoku no Japão, e em 1985 inaugurou, em Nova Iorque, o Isamu Noguchi Garden Museum, com um gigantesco jardim de esculturas.

Noguchi morreu em Nova Iorque em 1988.



Le Corbusier ou Charles Édouard Jeanneret-Gris

Nasceu na Suiça em 1887. Arquiteto, designer, escritor, pintor e escultor, foi um dos pioneiros dos conceitos modernistas. Exerceu profunda influência sobre os renomados arquitetos brasileiros Lúcio Costa e Oscar Niemeyer e é um dos maiores nomes da arquitetura. No design criou ícones que se tornaram clássicos e até hoje são comercializados com grande sucesso em todo o mundo, como por exemplo a chaise longue da coleção Tok&Stok que leva seu apelido: Corbu.



Marcel Breuer

Nasceu na Hungria em 1902. Foi um dos maiores arquitetos e designers do Movimento Modernista. Foi aluno e professor da histórica Bauhaus, onde conviveu com grandes nomes da arquitetura como Walter Gropius e Mies Van der Rohe. No design, Breuer desenvolveu os móveis em tubo de aço curvado que, até hoje, constituem a base de quase todas as estruturas do mobiliário moderno. Um exemplo disso é a poltrona Wassily, comercializada pelo Tok&Stok como Breuer, em homenagem ao designer.




Mart Stam

Arquiteto, urbanista e designer, Mart Stam nasceu em Zurique, no ano de 1899 e morou ao longo de sua vida, em várias cidades européias.

Extremamente inteligente e com idéias à frente de seu tempo, além de ser um dos membros fundadores do CIAM – Congresso Internacional de Arquitetura Moderna, em 1927, ele tem como uma de suas principais obras, a invenção de um tipo de cadeira que revolucionou a época e ainda o faz até hoje. Ela mantinha todo seu peso “em balanço”, dando a idéia de se sentar sobre uma “coluna de ar”.

Comercializada na Tok&Stok sob o nome de Cadeira Delta, esse tipo de cadeira foi a inspiração para outras também marcantes, projetadas por nomes como Mies Van der Rohe e Breuer, desenvolvidas na Bauhaus.



Ludwig Mies Van Der Rohe

Nascido em Aachen na Alemanha, em 1886, Ludwig Mies Van Der Rohe iniciou sua carreira como construtor, passando a trabalhar, posteriormente, como desenhista de ornamentos para um atelier de arquitetura. Em 1907 já formado em Arquitetura e morando em Berlim, desenhou sua primeira casa. Alguns anos depois tornou-se um importante ativista do revolucionário movimento "Novembergruppe", promovendo o Movimento Moderno por meio de suas propostas arquitetônicas.

"Less is more". Junto a Walter Gropius, Le Corbusier e Marcel Breuer foi considerado um dos revolucionários da arquitetura modernista. Foi ele um dos criadores da Bauhaus e seu último diretor. Desde o início de sua atividade como arquiteto se opôs à imitação dos estilos do passado, pesquisando técnicas em que se traduzissem claramente as propriedades dos materiais empregados. Considerado um dos mais influentes arquitetos do século 20, o estilo arquitetônico de Mies Van Der Rohe dominou os edifícios construídos por toda a Europa até a década de 60. Entre 1929 e 1930 ele projetou duas de suas mais importantes obras: o Pavilhão Alemão para a Exposição de Barcelona e a casa Tugendhat na cidade de Brno na atual República Tcheca.

Sua atividade de arquiteto estendeu-se também ao design de mobiliário.

Apesar de ter produzido mobiliário apenas entre 1927 e 1932, sua obra como designer é considerada como uma das mais influentes do Modernismo, pois conseguiu inovar na concepção do desenho e de matérias-primas, colocando a arte a serviço da funcionalidade na integração entre a arquitetura e o design. Em 1931 expôs seus móveis no Pavilhão de Berlin, assinando um contrato com a Thonet - Mundus cedendo o direito de marketing de quinze de suas cadeiras, algumas delas desenhadas em parceria com Lilly Reich.

No início destacou-se por suas criações em aço modular que foram uma verdadeira revolução, pois vieram a permitir a fabricação de mobiliário extremamente leve e adaptável a esquemas de produção industrial. Foi nesta fase que surgiu a famosa cadeira Barcelona, apresentada no Pavilhão da Alemanha na Exposição Universal de 1929.

Tal como aconteceu com as suas obras arquitetônicas, a elegância largamente reconhecida do mobiliário de Mies Van Der Rohe foi produto não só da preocupação em utilizar materiais inovadores e exclusivos, como também da especial atenção para com as proporções e o detalhe.

Em 1938, Mies se mudou para os Estados Unidos passando a lecionar no Illinois Institute of Technology, em Chicago, a cidade onde faleceu em 1969.







Michel Ducaroy

Vindo da tradicional família Chaleyssin, de célebres decoradores a fabricantes de móveis da cidade de Lion, na França, Michel Ducaroy que se forma na Escola Nacional de Belas Artes, em sua cidade natal, inicia sua carreira como designer de móveis, trazendo consigo, toda a experiência que obteve no contato com sua empresa familiar.

Sua carreira é marcada pela colaboração que teve na fábrica de móveis Roset, que se inicia no ano de 1954, e, onde produziu alguns de mais famosos produtos.

Na década de 70, época em que materiais cada vez mais novos chegavam ao mercado, Ducaroy começa a desenvolver o Dracon, uma fibra de poliéster e passando a utilizá-la na criação de seus tão famosos sofás. Tudo era possível, até mesmo um sofá composto estruturalmente, basicamente por espuma.

Dentro deste conceito, surge a uma das mais famosas obras de Michel Ducaroy, o sofá Togo, datado de 1973, que serviu de inspiração para a criação da linha Yoko, vendida na Tok&Stok sob a forma de uma linha de sofás modulares.

Florence Knoll

Estudou arquitetura na Cranbook Academy of Art, em Bloomfield Hills, Michigan, com o apoio de Eero Saarinem, ingressou por dois anos na Architectural Association em Londres e finalizou seus estudos no Institute of Technology, em Chicago, com Mies Van Der Rohe, além de ter trabalhado posteriormente com Walter Gropius, Marcel Breuer e Wallace K. Harrison.

Em 1943, Florence se tornou chefe do departamento de design e planejamento de interiores na Hans Knoll Furniture Company, se casando com Hans Knoll em 1946, tornando-se uma das sócias da empresa.

Desenvolveu durante os tempos da guerra, uma ampla pesquisa na área têxtil, com o objetivo de superar a escassez dos materiais, criando a Knoll Textiles, empresa que se expandiu no pós-guerra para a Europa, dando origem à Knoll International.

Em 1955, com a morte do marido, ela continua à frente da companhia até se aposentar em 1965.



Charles Eames e Ray Eames
 
O "casal de ouro" do design americano do pós-guerra, foram pioneiros em multimídia e projetos avançados de móveis, arquitetura, design gráfico, fotografia e cinema.
Charles Eames (1907-1978) nasceu em Saint-Louis, EUA, estudou arquitetura na Washington University. Em 1936 ganhou uma bolsa para a Cranbrook Academy of Arts, onde foi contemporâneo de Harry Bertoia e Eero Saarinen. Em 1940 dirigia o departamento de Design Industrial, época em que conheceu Ray Kaiser (1912-1989), californiana, artista plástica por formação, com talento já reconhecido, que freqüentava o curso de tecelagem.

Em 1939 Eames trabalhou no atelier de Eliel Saarinen, com quem ganhou em 1940 o concurso do MoMA, Organic Design in Home Furnishings.

A guerra, e sua contratação pela Marinha para o desenvolvimento do projeto de talas e macas, permitiram aos Eames o desenvolvimento de ampla pesquisa na moldagem de contraplacados.

Um de seus objetivos era baixar o custo e democratizar as peças que produziam. A notável liberdade de sua obra teve enorme influência no estilo de móveis e interiores por mais de 50 anos.

Com design inovador e uso de novos materiais, construíram a própria casa em 1949 (Pacific Palisades) que se tornou uma das maiores referências da arquitetura no pós-guerra.

Em 1946, Eames já era consagrado e foi homenageado na primeira retrospectiva dedicada a um só designer no MoMA., onde ainda, dois anos depois, em 1948, ganharia também o concurso internacional, Competition for Low-Cost Furniture Design, com cadeiras em fibra de vidro moldadas e que podiam ser produzidas em série. Ainda com sua esposa, criou vários móveis para a Herman Miller.





Eero Saarinen (1910 - 1961)

Nasceu em Helsinque, Finlândia. Filho do famoso arquiteto Eliel Saarinen, emigrou para os Estados Unidos com sua família no início da década de 20.

Após a graduação em Arquitetura pela Universidade Yale em Connecticut, estudou durante um período na Europa, com o auxílio de uma bolsa de estudos. Em 1935 passou a lecionar na Cambrook Academy of Art, da qual seu pai foi o primeiro presidente.

No final dos anos 30 iniciou uma sociedade com Charles Eames, que culminou no desenvolvimento de uma série de móveis inovadores, dentre os quais vencedores do concurso "Organic Design in Home Furnishings" promovido pelo MOMA (Museu de Arte Moderna de Nova Iorque) em 1940.

Esses produtos utilizavam inovadoras matérias-primas para o ramo do mobiliário da época, como resinas plásticas e fibras de vidro, até então só utilizadas em áreas industriais. Essa antevisão de profissionais como Saarinen acerca de novas tecnologias foi diretamente responsável pela grande revolução do design de produtos no século 20.

A síntese entre estética e função levava os grandes nomes da arquitetura moderna a experimentarem o desenho de móveis especiais, buscando unidade para seus projetos. Alguns desses arquitetos - como o próprio Saarinen - tornaram-se mais conhecidos por seus mobiliários do que por seus edifícios; seu maior projeto arquitetônico foi o terminal da TWA do Aeroporto John F. Kennedy em Nova Iorque.

Saarinen trabalhou no atelier de seu pai até a morte dele (1950). Desenhou também vários móveis para a Knoll International com grande sucesso, entre eles a coleção Womb (1948), e a coleção Pedestal, com as famosas cadeira e mesa Tulipa (1956).

Com a leveza de um traço simples, a mesa Tulip/Saarinen, um dos maiores exemplos do design atemporal, é presença constante nas ambientações de interiores contemporâneos. Criada originalmente com tampo e base circulares, tinha como objetivo possibilitar o uso com várias cadeiras por não possuir pernas nas extremidades. A inovação de seu desenho é traduzida em sua base delgada que se une ao tampo em um refinado apoio por formas de cones convexos, distribuindo elegantemente as cargas aplicadas.




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