PARA REFLEXÃO

"Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida"

"Não existe jardim completo e perfeito. E sim, a vontade de tornarmos melhores jardineiros" Raul Cânovas

"A nossa maior glória não reside no fato de nunca cairmos, mas sim em levantarmo-nos sempre depois de cada queda." Confúcio

"Aprendi através da experiência amarga a suprema lição: controlar minha ira e torná-la como o calor que é convertido em energia. Nossa ira controlada pode ser convertida numa força capaz de mover o mundo." Mahatma Gandhi

Visitantes, minhas saudações.

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O bordado é algo que está no meu sangue. O amor pelo bordado nos leva a buscar cada vez mais notícias, fotos, matérias, reportagens sobre o assunto e postar no Blog, compartilhando com todos que nos visitam. Recebo reportagens, fotos, notícias de amigas de toda parte do mundo. Muitas vem sem identificação dos sites retirados e quando publico sempre informo que não são de minha autoria. Uma das coisas que mais respeito são os direitos autorais das pessoas. Por isso solicito a quem me visitar, se encontrar alguma matéria ou foto que não aceite, que esteje publicada no meu Blog, por favor me avise para que seja retirada com urgência. Obrigada.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

AS FIANDEIRAS E O RETRATO DAS BORDADEIRAS.

Fiandeiras

 Um tênue fio nos liga
de segredos e esperanças
como um cordão que alimenta
e ameaça romper-se
a qualquer hora.

 Fio de vida e de morte
um tênue fio das Moiras
construído passo a passo
de ilusões e memória.

 Construtoras do destino
tecelãs de nossas vidas
fiamos juntas, sozinhas,
tecidos de eternidades.

Fiando às vezes silêncios
os fios se embaraçam,
dão nós e arrebentam…

 E do Nada surgem, então,
como de mãos invisíveis,
lãs quentes, jutas rudes, sedas suaves…

 E voltamos a tecer,
num trabalho incessante,
fiandeiras de nós mesmas,
tecidos de nossas almas.
DE: Ana Maria Machado 


Há toda uma tradição, na Grécia, de mulheres fiandeiras.
Pandora foi a primeira mulher tecelã que aprendeu a arte das fiandeiras com a deusa Atena.
Aracnê, que desafiou a deusa Atena na arte da tapeçaria e acaba transformada em uma aranha.
Ariadne que forneceu a Teseu o fio com que ele enfrenta o labirinto
As Parcas que teceram a trama dos destinos humanos
Penélope com sua tecelagem cuja trama era feita e desfeita com vistas a reservar-se para a volta de seu amado Ulisses


Aracne, a artesã

Aracne era uma bela moça, filha de um tintureiro de lã na cidade de Colofon, e por isso bordava e tecia, tendo um grande talento para essa arte. À medida que Aracne foi tornando-se adulta, sua arte também se aperfeiçoava, e logo seus trabalhos eram disputados por todas as mulheres da cidade. Algumas mulheres vinham de longa distância para ter uma peça bordada da artesã e todas comentavam sobre a beleza de seu trabalho. 
Atena, a deusa protetora das obreiras e artesãos, teve conhecimento de que todas as mulheres consideravam os bordados de Aracne melhores do que os seus. Como Deusa das Artes, Atena foi desafiada numa competição de destreza. Ambas trabalhavam com rapidez e habilidade.
Quando as tapeçarias ficaram terminadas, Atena admirou o trabalho impecável de sua competidora, mas ficou furiosa porque Aracne ousou ilustrar as desilusões amorosas de Zeus, pai de Atena, em sua tapeçaria. O tema de sua tapeçaria ocasionou a ruína de Aracne. Atena ficou furiosa e destruiu o trabalho de Aracne, transformando-a em aranha, condenada para sempre a tecer.
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O mito de Atena e Aracne mostra o comprometimento de julgamento, quando se esquece da questão principal para se preocupar com detalhes alheios aos fatos. Como defensora categórica do pai, Atena pune Aracne por tornar público o comportamento ilícito de Zeus, sem questionar o desaforo do próprio desafio. 
Irritada, Atena transformou Aracne em uma aranha, mas imediatamente, Aracne começou a tecer um lindo manto de seda, cujos fios ela produzia em si mesma. E contando agora com muitos braços, tinha muito mais agilidade. E ainda que Atena tenha tentado prejudicá-la, seus talentos se multiplicaram. 
Mesmo que os obstáculos da vida venham a nos transformar, são eles que devem servir de incentivo, para que possamos aprimorar nossos talentos. Mas assim como o mito, recorda que devemos nos ater apenas ao essencial, sem nos preocuparmos com fatos subjacentes que em nada acrescentam. E jamais devemos nos deter diante dos fracassos ou das injustiças, mas devemos prosseguir com fé e confiança em nós mesmos, e assim podemos tecer o melhor curso de nossa história.

A moça cerzideira (também conhecida como "A Rendeira"), do Vermeer, pintor barroco holandês. Jan Vermeer:
Pintor holandês da era Barroca, 1632-1675 Johannes (ou Jan) Vermeer é agora reconhecido como um dos grandes pintores holandeses.


Vicente Romero Redondo, pintor espanhol nascido em Madrid em 1956. Freqüentou a Faculdade de Belas Artes de San Fernando. Ele deve a sua técnica em pintura a óleo de sua formação acadêmica, embora ele tenha cada vez mais explorada pastel, que se encontra mais direta, mais espontânea, e como ele cita oferece a oportunidade para "delicadeza incomparável" 


Thomas Waterman Madeira nasceu em Montpelier, Vermont em 12 de novembro de 1823. Enquanto menino, trabalhou como aprendiz no negócio de seu pai, que era uma marcenaria. Jovem, aprendeu sozinho a elaboração de manuais de arte. Ele passou um tempo da sua vida em Boston com parentes e estudou brevemente com o pintor Chester
Até o final de 1840 Madeira pintava retratos profissionalmente em Vermont antes de abrir um estúdio em Nova York em 1852.







Pierre-Auguste Renoir costuma ser chamado de "o pintor da vida". Era uma pessoa alegre e carismática, com uma vida sempre rodeada de amigos.
Renoir nasceu na cidade de Limoges em 1841, filho de costureiros humildes. Aos quatro anos vai para Paris com a família, e lá passa uma infância feliz. Seu primeiro contato com as artes seria trabalhando como pintor de porcelanas em uma fábrica, atividade que o levou a decidir ser artista profissionalmente.
As aulas na Escola de Belas Artes e no estúdio de Charles Gleyre (onde conheceu Monet) eram intercaladas com "sessões" de pintura ao ar livre, geralmente nos parques e bosques próximos a Paris. Data daí o início das discussões a respeito de uma nova maneira de pintar, numa tentativa de captar nas telas momentos tão passageiros quanto a luz do sol e as sombras: juntamente de Monet, Sisley, Bazille, Degas e Manet, formava-se o grupo que inventaria o Impressionismo.

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