PARA REFLEXÃO

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"Não existe jardim completo e perfeito. E sim, a vontade de tornarmos melhores jardineiros" Raul Cânovas

"A nossa maior glória não reside no fato de nunca cairmos, mas sim em levantarmo-nos sempre depois de cada queda." Confúcio

"Aprendi através da experiência amarga a suprema lição: controlar minha ira e torná-la como o calor que é convertido em energia. Nossa ira controlada pode ser convertida numa força capaz de mover o mundo." Mahatma Gandhi

Visitantes, minhas saudações.

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sábado, 28 de janeiro de 2012

A SUA BELEZA SÓ É COMPARADA A UMA BELA PEÇA DE BORDADO.

Uma viagem pela história dos jardins
Por: Daniel Camara Barcelos*

Antigüidade
Introdução
Pode-se observar que antes mesmo das primeiras civilizações, existiu o "Jardim do Paraíso", onde Deus colocou Adão e Eva. Em Gênesis I e II, é descrito como um parque "que Deus plantou e onde se cultivavam árvores de todas as espécies, agradáveis para se contemplar e alimentar". Assim, as árvores foram veneradas pela fertilidade, vitalidade e o alimento que representavam.
Através dos fatos que a história da civilização registra pode-se constatar que o oriente próximo foi uma das regiões de grande importância, pois foi o berço das civilizações. Estas civilizações antigas contribuíram - e muito - para a evolução das ciências e das artes. E não distante disto, o paisagismo evolui como expressão artística.
Mesopotâmia 
Situada entre os rios Tigre e Eufrates, a história das civilizações relata que os assírios foram os mestres das técnicas de irrigação e drenagem, criando vários pomares e hortas formados pelos canais que se cruzavam. Mas este trabalho foi abandonado em razão da invasão árabe. Sendo assim, a forma e a distribuição do jardim se identificavam com a prática da agricultura, onde a horta rodeada por um muro, podia ser o protótipo.
Os textos mais antigos sobre jardins datam do terceiro milênio a.C., escritos pelos babilônicos, descrevendo os "jardins sagrados", onde os bosques sagrados eram plantados sobre os ziggurats. É na própria Babilônia que se encontra a obra mais marcante da jardinagem nesta época, sendo considerada pela humanidade como uma de suas maravilhas: os Jardins Suspensos da Babilônia que se caracterizavam pela supremacia dos elementos arquitetônicos sobre os naturais.
As espécies utilizadas eram a tamareira (com a finalidade de fornecer um microclima favorável a outras espécies), o jasmim, as rosas, as malva-rosas, as tulipas e também álamos e pinos que não suportariam viver num clima tão árido e quente,mas só foi possível devido ao complexo sistema de irrigação desenvolvido. O sentimento religioso estava presente na arte dos jardins, onde acreditava-se que os jardins dependiam da vontade dos deuses.
Egito
As características dos jardins egípcios seguiram os mesmos princípios utilizados na arquitetura deste povo. Eles só surgiram quando as condições de prosperidade no antigo império permitiram às artes (arquitetura e escultura) um notável desenvolvimento.
De um modo geral, o jardim egípcio desenvolvido de acordo com a topografia do Rio Nilo era constituído de grandes planos horizontais, sem acidentes naturais ou artificiais. As características dos monumentos egípcios - com a rigidez retilínea e a geometria - fizeram com que os jardins tivessem uma simetrização rigorosa. Tudo de acordo com os 4 pontos cardeais. As plantas utilizadas eram: palmeiras, sicômoros, figueiras, videiras e plantas aquáticas.
O jardim regular era símbolo da fertilidade, sintetizava as forças da natureza e era a imagem de um sistema racional e arquitetural baseado no monoteísmo. Osíris para os egípcios era o deus da vegetação.
Pérsia
Os persas não criaram no mundo das artes monumentos originais. A sua arquitetura foi, nas suas grandes manifestações, obra de gregos. Os jardins dos antigos persas estavam, como as demais produções artísticas, condicionados à influências estranhas e revelavam, nos caracteres essenciais da composição, elementos retirados dos jardins gregos e egípcios, uma espécie de estilo "misto". Nos jardins eles introduziam árvores e arbustos de flores perfumadas.
Os jardins persas procuravam recriar uma imagem do universo, constituindo-se de bosques povoados por animais em liberdade, canteiros, canais e elementos monumentais, formando os "jardins-paraísos" que se encontravam próximos aos palácios do rei.
A introdução de espécies floríferas no jardim criou um novo conceito na arte de construí-los, passando a vegetação a ser estimada pelo valor decorativo das flores, sempre perfumadas, do que pelo aspecto de utilidade que possuíam anteriormente. A associação dos reinos animal e vegetal completava a idéia do paraíso.
O jardim era dividido em quatro zonas por dois canais principais em formato de cruz e na intersecção deste se elevava uma construção que podia ser o pavilhão ou uma fonte, representando as 4 moradas do universo. O jardim persa cercado de altos muros feitos de tijolos, estritamente formal, era um lugar de retiro privado, destinado ao prazer, ao amor, à saúde e ao luxo. As plantas utilizadas eram: plátanos, ciprestes, palmeiras, pinus, rosas, tulipas, narcisos, jacintos, jasmins, açucenas, etc.
Grécia
As raízes fundamentais da cultura ocidental se encontram, não há dúvida alguma, na civilização desenvolvida na Grécia Antiga. O cuidado com as plantas provavelmente foi fruto do amor à vida em pleno ar livre, obrigando a uma constante aproximação com a natureza. Os jardins gregos, apesar de fortemente influenciados pelos jardins egípcios , apresentaram diferenças notáveis em razão da topografia acidentada da região e o tipo de clima.
Os jardins possuíam características próximas das naturais, fugindo da simetria dos egípcios. Desenvolviam-se em recintos fechados, onde eram cultivadas plantas úteis, principalmente maçãs, pêras, figos, romãs, azeitonas, uva e até horta.
A introdução de colunas e pórticos fazia uma transição harmoniosa entre o exterior e interior e o jardim era um prolongamento das partes da casa, às quais ele se ligava. A sua principal característica era a simplicidade. Os jardins também ficaram marcados por possuir esculturas humanas e de animais mais próximas da realidade.
Roma
O império romano se estendia da Espanha (oeste) até a Mesopotâmia (leste) e do Egito (sul) até a Inglaterra (norte). Compreendia variedade de paisagens, climas e raças. Os romanos não podiam ser incluídos no grupo dos povos que tiveram a arte como forma de expressão. Eles se encaminharam para a história, o Estado e o Direito.
A casa romana repetiu basicamente o modelo grego, sendo construída no nível da rua, com as habitações voltadas para dentro, comunicando-se por uma coluna, e abertas a uma praça anterior. Os jardins foram objetos de atenção, mas apesar disso, são falhos quanto à originalidade. Como características de tais jardins pode-se ressaltar a grandiosidade e a magnificência da composição, as perspectivas vastas, que empregaram como prioridade, a decoração pomposa, a valorização para fins exclusivamente recreativos.
Os jardins eram principalmente santuários sociais, onde se desfrutava de proteção frente às moléstias do sol, vento, poeira e ruído das ruas. A sombra projetada pelas galerias com arcos reduzia necessidade de arvoredo. As plantas, quando existiam, eram colocadas em maciços elevados e os pátios se ornamentavam com tanques de pedra para água, mesas de mármore e estátuas.
Os romanos quando saquearam Grécia carregaram consigo também seus monumentos e estátuas, e como não sabiam o que fazer com a grande quantidade de estátuas distribuíram-nas pelos seus jardins. De tal forma, que a ornamentação se generalizou nos jardins romanos da época. Em conseqüência, tais jardins são metódicos e ordenados, integrando-se às moradias. como exemplo temos as cidades de Pompéia e Herculano. As plantas utilizadas eram: coníferas, plátanos, frutíferas como amendoeira, pessegueiro, macieira, videira e outras. Ciprestes, buxos e louros-anão recebiam "topiárias", que se caracterizavam por moldar arbustos em formas de figuras de variados formatos e nomes.
A maioria dos jardins romanos também possuíam uma pequena horta. Talvez por isso, a irrigação era planejada. A interpenetração casa-jardim podia ser visualizadas nas vilas romanas localizadas nas proximidades de Roma. Dentre elas, destacou-se a "Vila Laurentina", situada a 30 Km de Roma, construída por Plínio, o Jovem, onde plantou-se predominantemente figueiras e amoreiras, havia também uma horta e terraço com flores perfumadas, próximo das águas para assim se conseguir temperaturas mais agradáveis.
Outra de semelhante importância foi a "Vila Adriana", construída em Tívoli para o Imperador Adriano, que perdurou até antes da guerra de 1939. Estas vilas darão um impulso definitivo para o grande estilo italiano.
China e Japão
Pode datar de 2.000 a.C. o início das atividades de jardinagem na China. A jardinagem chinesa tem sua origem numa paisagem de rara beleza e flora riquíssima. Os parques das casas dos antigos imperadores não eram mais do que uma porção da paisagem cercada, onde a tarefa do jardineiro limitava-se a ordenar o já existente.
Acreditava-se que no norte da China havia um lugar para os imortais. Como o Imperador Wu não conseguiu encontrá-lo na realidade, decidiu então criá-lo na fantasia. Dessa maneira surgiu o jardim "lago-ilha".
No final do século VI, com o surgimento de um novo imperador, um novo jardim "lago-ilha" foi criado: o Parque Ocidental, com perímetro de 113 km e contendo 4 imensos lagos cobertos de lótus e rodeados de chorões. Trabalharam na sua construção 1 milhão de pessoas. Monumentais palácios de cor vermelha se ergueram no meio das rochas. Este cenário foi encontrado pelos japoneses em 607 d.C. e, em poucos anos, o Japão tinha o seu primeiro jardim "lago-ilha". Em 1894, para comemorar os 1100 anos da capital Kioto, construiu-se um desses jardins, ficando conhecido como Santuário Heian. Trata-se de uns dos jardins mais alegres e de melhor traçado do mundo, com hortos de cerejeira, maciços imensos de azaléias e lírios, rochas cobertas por flores e pinus, traduzindo o amor dos japoneses pela natureza.
A arte na jardinagem japonesa consiste em concentrar a atenção sobre o essencial, seja das formas precisas ou a sutileza das matizes; todas as plantas são extremamente valorizadas. São usadas comumente plantas perenes, criando um quadro estável seja qual for a estação do ano.

Idade Média
IntroduçãoConsidera-se como Idade Média o período entre os séculos XV e o XVI, período entre a Antiguidade Clássica e o Renascimento. Um retorno à economia rural e a simplicidade de hábitos concretizou-se neste período. O luxo e o requinte foram abandonados e criou-se uma nova hierarquia de valores.
As construções feitas neste período eram rudes e pesadas. As igrejas pareciam fortalezas. O verde foi praticamente banido na vida urbana. As igrejas e mosteiros constituíram-se em centros de toda a atividade social, qualquer espaço útil recebia seu uso funcional, como a obtenção de alimentos ou ervas. Em zonas amplas dos mosteiros plantavam-se árvores frutíferas, hortaliças e se cultivavam flores para a ornamentação dos altares.
O estilo de jardim desenvolvido nesta época constitui da mistura desordenada e fragmentária dos estilos anteriores. O que era bem característico era a estrutura crucial da composição. A interseção ortogonal das alamedas e caminhos, nos jardins construídos nos pátios internos das grandes construções medievais, lembravam a cada momento o símbolo da religião dominante. O estilo gótico retratava bem os jardins medievais. Os dois estilos básicos de jardim foram os monacais e mouriscos.
Monacais
Representava uma reação ao luxo da tradição romana. Era dividido em 4 partes: o pomar, a horta, o jardim de plantas medicinais e o jardim de flores.Existiam áreas gramadas cercadas e arbustos, viveiros de peixes e pássaros, além de local para banho
Mouriscos
No século V os árabes invadiram a Pérsia, onde tentaram implantar o islamismo. No século VI, na Espanha, os árabes criaram os chamados "jardins da sensibilidade" que se caracterizavam pela água, cor e perfume, com os objetivos de sedução e encantamento. O emprego de canais, fontes e pequenos regatos formavam um aspecto hidráulico para a irrigação e para amenizar o calor, além do aspecto de ornamentação destes jardins. A cerâmica e o azulejo eram bastante utilizados.
As espécies vegetais mais cultivadas foram os jasmins, os cravos, os jacintos, as alfazemas, as rosas, as primaveras e as anêmonas. Os jardins espanhóis representam bem a influência árabe. As principais características destes jardins: eram de pequenas dimensões, sem ostentação e com destino à vida familiar.
Renascimento
Introdução
O início do Renascimento data de meados do século XV e tal época ficou assim conhecida devido ao ressurgimento da cultura de um modo em geral. Houve uma renovação do pensamento no que diz respeito às artes, às ciências, à literatura e a filosofia. Conseqüentemente, houve o renascimento também dos jardins e os países que mais expressaram esta renovação foram Itália, França e Inglaterra.
Itália
Os jardins italianos desta época se inspiraram nos jardins da Roma Antiga que possuíam muitas estátuas e fontes monumentais. Na Itália, os sítios se encontravam nas colinas e nas encostas, em razão das vistas panorâmicas e também do clima. Sendo assim, foi proposto que para o aproveitamento das irregularidades do terreno, se fizesse uso de escadarias e terraços acompanhados de corredeiras de água. Tais jardins deveriam unir-se à casa por meio de galerias externas e outras prolongações arquitetônicas.
Os jardins eram tidos como centros de retiro intelectual onde sábios e artistas podiam trabalhar e discutir no campo, longe do calor e das moléstias do verão da cidade. A vegetação era considerada secundária e se caracterizava por receber cortes adquirindo formas determinadas, conhecidas anteriormente nos jardins romanos por topiárias. Em seguida esta mesma vegetação era distribuída pelos terraços e, no plano mais elevado do jardim, dominando a composição, se encontrava o palácio.
Os vegetais mais utilizados foram: o louro, o cipreste, o azinheiro e o pinheiro entre outros vegetais característicos dos jardins-italianos do Renascimento. O buxo era muito utilizado para as formas recortadas. Nestes jardins a paisagem era desenhada com régua e compasso, caracterizando a simetria de linhas geométricas. Havia também muito contraste entre as formas naturais e as criadas pelo homem.
França
Os países da Europa seguiram a França no século XVII, período no qual teve sua maior riqueza e poder, no que dizia respeito a estética. A princípio, o estilo francês se baseou nos jardins medievais, que utilizavam canteiros com flores e ervas medicinais, sendo que havia também a horta que lhes concedia o abastecimento. Mas, com o passar do tempo, novas idéias foram sendo introduzidas por arquitetos italianos que trabalhavam na corte francesa. Com isso, pode-se dizer que os jardins franceses tiveram características semelhantes aos jardins italianos.
Como características deste estilo, podemos citar a rígida distribuição axial, a simetria, a perspectiva, o uso de topiárias e a sensação de grandiosidade. As formas geométricas podiam ser percebidas tanto nos caminhos e passeios quanto na vegetação, admitindo-se poucos desníveis.
Os principais jardins foram construídos pelo famoso arquiteto/paisagista de Luiz XIV, André Le Notrê. Sua obra mais marcante foi o jardim do Palácio de Versalhes.
Inglaterra
No reinado de Luiz XV, o estilo francês entrou em decadência devido à busca exagerada da forma e simetria. De um estilo formal, os jardins passaram a ter uma maior aproximação com a natureza. Inspiravam-se basicamente nas idéias orientais do velho império chinês que possuía os jardins dos acidentes naturais. Tais jardins ficaram conhecidos como "jardins paisagísticos" e tinham como características básicas a irregularidade e a falta de simetria nos caminhos, que foram planejados com maior liberdade. Além disso, não eram encontradas esculturas vegetais, arcos e monumentos.
Esses jardins procuravam imitar a natureza em seu traçado livre e sinuoso e a água presente se encontrava disposta em lagos ou riachos. Tais inovações iam de encontro às idéias do romantismo da época. A Inglaterra também teve seus mestres paisagistas como William Kent e William Chambers, este último foi quem introduziu a idéia chinesa nos jardins de seu país.
Um dos objetivos deste estilo descrito era que as pessoas percebessem como jardim, toda a natureza que estava ao seu redor. As primeiras características do jardim inglês são as seguintes:
· Linhas graciosas;
· Amplas extensões verdes (gramados);
· Ruas amplas; cômodas, em pequeno número;
· Terreno acidentado e possibilitando a visão de belas perspectivas;
· Pequenos bosques, compostos de plantas da mesma ou de espécies diferentes, com ou sem divergência nas colorações;
· Grupos de árvores não muito numerosas;
· Plantas isoladas;
· Plantação de árvores mortas;
· Construção de ruínas;
Este estilo foi utilizado na Inglaterra e em alguns locais da Europa, por quase dois séculos e depois entrou em decadência, dando lugar ao estilo misto. Os ingleses acabaram dando origem aos parques e jardins públicos que tiveram por finalidade refrescar as áreas urbanas.
Holanda
Os holandeses, no início, também não fugiram das influências francesas e italianas. Porém, devido à sua topografia plana, o hábito de cultivo das plantas bulbosas (especialmente a tulipa) e o seu gosto pelas cores, criaram jardins mais compactos e graciosos. São divididos em múltiplos recintos e apresentam túneis sombreados por trepadeiras. As partes centrais são formadas por intrincados grupos florais; fontes douradas baixas que jorram suas águas em pequenos tanques rodeados de ercas vivas de bordadura baixa. Os ciprestes recebiam podas, formando círculos sobrepostos. Portões de ferro fundido fechavam os jardins.
Brasil
A mais antiga manifestação do paisagismo no Brasil ocorreu na primeira metade do século XVII, em Pernambuco, por obra de Maurício de Nassau, durante a invasão holandesa, da qual restou uma grande quantidade de laranjeiras, tangerinas e limoeiros plantados e raros desenhos pouco nítidos de Frans Post.
A história documentada do paisagismo iniciou-se com a chegada de Dom João VI em 1807, que destinou ao Jardim Botânico a vocação de fomentar espécies vegetais para a produção de carvão, matéria-prima para a fabricação de pólvora. Foram elas:
Albizzi lebeck - Coração de Negro
Eucalyptus gigantea - Eucalipto
Melia azedarach - Cinamomo
Anadenanthera pavonia - Carolina

Mais tarde, com a transformação do Jardim Botânico em Horto Real pelo próprio Dom João VI, outras espécies foram introduzidas. Veja abaixo algumas delas:
Cinnamomum ceylanicum - Caneleira do Ceilão
C. canphora - Canfoeira
Murraya exotica - Falsa murta
Gardenia jasminoide - Gardênia
Aglaia odorata - Aglaia
Michelia champaca - Magnólia
Osmanthus fragans - Jasmim-do-imperador

Em 1809, Dom João VI invadiu a Guiana Francesa, revidando a ocupação de Portugal pelos franceses. Como despojos dessa guerra, chegaram ao Brasil espécies frutíferas como: abacateiro, lichieiro, caramboleira, jamboeiro, jaqueira, tamarindeiro, noz-moscada, fruta-pão, dilênia e flor-de-abril.
Contratado por Dom João VI, o agrônomo francês Paul German introduziu inúmeras espécies entre elas: Acalifas, Crotons, Datura, Dombeia, Furcraea, Ixora, Resedá, Jasmim-manga, Bico-de-papagaio, Flamboyant, Árvore-do-viajante
Muitas espécies floríferas foram trazidas pelos cônsules e embaixadores, influenciados por suas mulheres. Alguns exemplos: Agapantos, copos-de-leite, dálias, dracenas, hibiscos, jasmins, lírios, margaridas, cravos, rosas.
Imigrantes portugueses, introduziram espécies exóticas e espécies nativas, como: Alamanda, amarílis, birí, begônias, primaveras, brunfelsias, tinhorões, petúnias, onze-horas e sálvias.
A palmeira imperial (Roystonea oleraceae), originária da Venezuela e Colômbia chegou ao Brasil, trazidas pelos portugueses libertados da ilha de Maurítios. Já a palmeira real (Roystonea regia), nativa de Cuba e Porto Rico, de porte mais baixo e tronco mais grosso, foi introduzida quase um século depois.
O paisagismo ganhou forças com os preparativos para o casamento de D. Pedro I com a arquiduquesa da Áustria. Surgiram, desta forma, os trabalhos do alemão Ludwig Riedel, por indicação de Langsdorf. Este arquiteto paisagista teve grande dificuldade para arborizar as ruas do Rio de Janeiro, trabalho que ocupou o período de 1836 a 1860. Acreditava o povo que a sombra formada pelas árvores era responsável pela maleita, febre amarela, sarampo e até pelas sarnas dos escravos.
Em 1858, D. Pedro I contratou o engenheiro agrônomo Glaziov que, pela primeira vez, usou árvores floríferas no paisagismo. Começava o uso de: sibipiruna, pau-ferro, cássias, paineira, jacarandá, suinã, cedro, embaúva, oiti, mirindiba, quaresmeira e ipês.
O efeito urbanístico do Rio de Janeiro espalhou-se por outros estados porém, pela falta de técnicos especializados, nem sempre com um estilo coerente e bom gosto. Assim, até hoje sobrevivem alguns arbustos tosados de diversas formas. Outros erros foram cometidos, como o plantio de jaqueiras, coqueiros e figueiras em praças públicas. Sem contar o uso de flamboyants na arborização de ruas.
Fonte de Consulta: Apostila do Curso Avançado de Paisagismo, com direitos reservados a Gustaaf Winters Com. e Serv. Paisagísticos.
* Daniel Camara Barcellos é engenheiro florestal, pós-graduando em Ciência Florestal e em Fontes Alternativas de Energia. 
http://members.xoom.com/graodeareia

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FOTOS RETIRADAS DOS SITES ABAIXO.
























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