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Visitantes, minhas saudações.

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terça-feira, 28 de junho de 2011

Hino à Negritude (Cântico à Africanidade Brasileira)



Criado pelo poeta e professor Eduardo Ferreira de Oliveira, o Hino à Negritude foi oficializado em todo o território nacional graças ao projeto de lei enviado pelo deputado federal Vicentinho, integrante do Partido dos Trabalhadores de São Paulo. Segundo o representante político, a consagração deste hino tem como objetivo maior reforçar a figura do negro enquanto contribuinte na formação da sociedade brasileira.


O processo de composição do hino percorreu uma longa trajetória, que teve seu início na década de 1940. Inicialmente, o professor Eduardo registrou a peça musical como “Hino 13 de maio”, fazendo uma clara referência à mesma data em que a princesa Isabel promoveu o fim da escravidão no Brasil. Contudo, ao longo de vários debates historiográficos, a canção mudou de nome mediante os vários dilemas ainda enfrentados pelos negros após a abolição.

Segundo o projeto de lei que formalizou o reconhecimento do Hino à Negritude, a canção será entoada em todo e qualquer tipo de evento em que a raça negra seja seu foco principal. Além das especificações do seu uso, várias entidades e secretarias envolvidas com a população negra vêm desenvolvendo projetos que facilitem o acesso e a divulgação do novo hino em bibliotecas, escolas, casas de cultura e outros estabelecimentos de ensino.

HINO À NEGRITUDE – (Cântico à Africanidade Brasileira)

Letra e Música de Eduardo de Oliveira

Registrado na antiga Escola Nacional de

Musica da Universidade do Brasil, em 1966 e

Nessa mesma data, foi proposta sua OFICIALIZAÇÃO em todo Território Nacional, pelo então Deputado Federal, Dr. Teófilo Ribeiro de Andrade Filho

Além de seu valor simbólico e político, o Hino à Negritude consolida mais uma ação de luta contra a questão do preconceito racial. Sob o aspecto pedagógico, a divulgação do hino promove um resgate poético de toda a contribuição que os negros tiveram no desenvolver da nação brasileira. Logo abaixo, segue a letra da canção:

I

Sob o céu cor de anil das Américas

Hoje se ergue um soberbo perfil

É uma imagem de luz

Que em verdade traduz

A história do negro no Brasil

Este povo em passadas intrépidas

Entre os povos valentes se impôs

Com a fúria dos leões

Rebentando grilhões

Aos tiranos se contrapôs

Ergue a tocha no alto da glória

Quem, herói, nos combates, se fez

Pois que as páginas da História

São galardões aos negros de altivez

(bis)

II

Levantado no topo dos séculos

Mil batalhas viris sustentou

Este povo imortal

Que não encontra rival

Na trilha que o amor lh destinou

Belo e forte na tez cor de ébano

Só lutando se sente feliz

Brasileiro de escol

Luta de sol a solenidadesPara o bem de nosso país

Ergue a tocha no alto da glória

Quem, herói, nos combates, se fez

Pois que as páginas da História

São galardões aos negros de altivez

(bis)

III

Dos Palmares os feitos históricos

São exemplos da eterna lição

Que no solo Tupi

Nos legara Zumbi

Sonhando com a libertação

Sendo filho também da Mãe-África

Arunda dos deuses da paz

No Brasil, este Axé

Que nos mantém de pé

Vem da força dos Orixás

Ergue a tocha no alto da glória

Quem, herói, nos combates, se fez

Pois que as páginas da História

São galardões aos negros de altivez

(bis)

IV

Que saibamos guardar estes símbolos

De um passado de heroico labor

todos numa só voz

Bradam nossos avós

Viver é lutar com destemor

Para frente marchemos impávidos

Que a vitória nos há de sorrir

Cidadãs, cidadãos

Somos todos irmãos

Conquistando o melhor por vir

Ergue a tocha no alto da glória

Quem, herói, nos combates, se fez

Pois que as páginas da História

São Galardões aos negros de altivez.

Por Rainer Sousa/Graduado em História/Equipe Brasil Escola

http://mariamachado.blog.com/index.php/2011/02/13/projeto-africa-africanidades/



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