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Visitantes, minhas saudações.

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terça-feira, 23 de novembro de 2010

DESIGNER, COMO E QUANDO O ARTESAO MUDOU DE NOME

DESIGNER, COMO E QUANDO O ARTESAO MUDOU DE NOME



. OUT, 2009 POR CRIS TUREK

Então amigos, percebi que quando escrevo sobre o design atual, peças assinadas e objetos que se tornaram referência em sua área, nem sempre consigo capturar a atenção de vocês, que estão tão interessados em aprender algumas técnicas artesanais e descobrir alguns segredinhos do “como fazer” que nem notam o quanto o design está envolvido nisso tudo. Foi aí que pensei em contar um pouco dessa história, para vocês perceberem o quanto o fazer artesanal está vinculado ao termo design. Vou mostrar aqui, em etapas, como surgiu a profissão do designer e vocês vão ver o porquê de peças “com design” serem objetos de desejo em todos os cantos do mundo. Vocês também vão conhecer designers importantes que dão nome e sobrenome à esses objetos. Podem acreditar que isso em muito auxiliará vocês em suas futuras criações.

A coisa toda começou a tomar forma após o séc. XVI, pois até então o poder de um nobre se traduzia pela quantidade de ouro que exibia nos dedos e nas terras que possuía. A partir da segunda metade do séc. XVI, ter certos objetos bem específicos, feitos por mestres artesãos conceituados, também passou a ser sinônimo de status e poder. Um exemplo conhecido foram os famosos Gobelins, aquelas tapeçarias cheias de cenas com detalhes que já eram produzidas na França, naquele momento. Se você fosse importante de verdade, tinha um gobelin em sua aristocrática residência. Assim também aconteceu com algumas porcelanas e cristais que se tornaram valiosos. O resumo disso tudo é que foi necessário para alguns desses artesãos, pensar seus objetos, torná-los desejáveis por esses nobres. Isso abriu espaço para um profissão que assumiria elevada condição social, os artistas enquanto diretores de criação. É, eles não sabiam mas já eram designers. Outras áreas ampliaram sua importância nessa época, como das gráficas com novas diagramações e ilustrações em livros.

Certo então, isso tudo era claramente destinado à faixa “muito-muito-bem-de-vida” que tinha dinheiro e podia ostentar tais luxos. Mas com o aumento da população nas cidades, houve necessidade de reformular esses objetos, adaptando-os para uma classe média que estava louca para consumir. A mesa de jantar, que era um móvel ainda recente, ganhou status dentro das casas, e outras peças, como a escrivaninha, alteraram hábitos e relações de trabalho. A Revolução Industrial trouxe muitas modificações para a sociedade inclusive dando maior acesso às tais peças assinadas que eram, para todos, objetos de desejo. Interesse comercial entre artesãos e consumidores, fome e vontade de comer, a profissão de designer começa a tomar forma.

Por essa época, idos de 1754, um dos mestres artesãos famosos se chamava Thomas Chippendale. Saiba na sequência quem foi e porque foi importante.

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O estilo Chippendale começa na madeira maciça, especialmente o mogno, que ele importava das Índias. Os estofados eram com brocados, veludos e damascos.Chippendale foi assim um dos primeiros nomes de referência no design.

Isso mesmo, Thomas Chippendale foi o primeiro plebeu a ter todo um estilo de móveis chamado por seu nome. Até então os homenageados eram monarcas, como Luis XV, George I, Queen Anne e por aí vai. Mas tem motivo. Nascido na Inglaterra, filho de marceneiro, tinha muita visão para os negócios e exata noção do valor da auto-promoção. Era um mestre marceneiro como o pai e seu estilo era uma mistura dos estilos inglês, francês e chinês de mobiliário. A grande idéia surgiu em 1754 quando lançou o primeiro de três livros, o Gentleman and Cabinet-Maker’s Director, que era na verdade um catálogo onde ele apresentava seus modelos de mobiliário adaptados ao estilo da época. O que aconteceu em seguida foi que todos os marceneiros logo compraram o seu livro e começaram a repetir o seu estilo. Isso aconteceu de tal maneira que todos os móveis de meados do séc. XVIII ficaram conhecidos como Chippendale, e muitas vezes nem eram. Olha o poder da publicidade. A verdade é que ele construiu um nome com o livro, sendo procurado por muitos clientes ricos para a confecção desse mobiliário totalmente artesanal.

O estilo Chippendale começa na madeira maciça, especialmente o mogno, que ele importava das Índias. Os estofados eram com brocados, veludos e damascos. Muito influenciado por Robert Adam, com quem trabalhou, seu estilo é uma mescla do rococó, do gótico, do estilo chinês e do neoclássico. Do estilo Queen Anne usou as pernas cabriolé (torneadas) em suas cadeiras, com entalhes nos joelhos e pés estilo bola-e-garra e pata-de-leão. As costas estofadas ou com as tiras do encosto ricamente entalhadas, e os ornamentos com florões, conchas, leões e arabescos, no acabamento laca oriental eram os detalhes que o caracterizaram como um mestre das linhas curvas.

Chippendale foi assim um dos primeiros nomes de referência no design, pela qualidade do seu trabalho, pela atitude visionária e por um história de sucesso que durou mais de 60 anos.

Fotos: Wikipedia e Sutkus

3 comentários:

  1. Oi Algecira, vim visitar vc! Que aula! Vou precisar ler mais vezes para assimilar tanta informação. Adorei. Seu blog está lindo! Faça uma visita ao meu: Criado por mim Ana Guarany, vou adorar. Bjs

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  2. Oi Algecira!

    Vim agradecer a visita e obrigada por se tornar minha seguidora, é uma honra! Deixei um recadinho lá tb. Bjs

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  3. Una gran entrada, toda tu información es genial, muy completa, gracias por compartirla, besitos preciosa

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Algecira Castro

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