PARA REFLEXÃO

"Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida"

"Não existe jardim completo e perfeito. E sim, a vontade de tornarmos melhores jardineiros" Raul Cânovas

"A nossa maior glória não reside no fato de nunca cairmos, mas sim em levantarmo-nos sempre depois de cada queda." Confúcio

"Aprendi através da experiência amarga a suprema lição: controlar minha ira e torná-la como o calor que é convertido em energia. Nossa ira controlada pode ser convertida numa força capaz de mover o mundo." Mahatma Gandhi

Visitantes, minhas saudações.

Visitantes,  minhas saudações.
O bordado é algo que está no meu sangue. O amor pelo bordado nos leva a buscar cada vez mais notícias, fotos, matérias, reportagens sobre o assunto e postar no Blog, compartilhando com todos que nos visitam. Recebo reportagens, fotos, notícias de amigas de toda parte do mundo. Muitas vem sem identificação dos sites retirados e quando publico sempre informo que não são de minha autoria. Uma das coisas que mais respeito são os direitos autorais das pessoas. Por isso solicito a quem me visitar, se encontrar alguma matéria ou foto que não aceite, que esteje publicada no meu Blog, por favor me avise para que seja retirada com urgência. Obrigada.


domingo, 14 de agosto de 2011

AOS PAIS PRESENTES E AUSENTES.

AOS PAIS PRESENTE, UM GRANDE ABRAÇO. 
AOS PAIS QUE JÁ FORAM, MINHA HOMENAGEM




Canção Da América
Composição: Fernando Brant e Milton Nascimento
Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir
Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou
Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam "não"
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração
Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

BORDADO CROCHÊ. ONDE POSSO USÁ-LO?

O CROCHÊ





O crochê como todos os outros bordados, também tem sua história.

Origem
A palavra foi originada de um termo existente no dialeto nórdico, com o significado de gancho (que é a forma do bico encurvado da agulha utilizada para puxar os pontos), que também originou croc, que em francês tem o mesmo significado. Ninguém tem a certeza de quando ou onde o crochê começou. Segundo os historiadores os trabalhos de crochê tem origem na Pré-história. A arte do crochê, como a conhecemos atualmente, foi desenvolvida no século XVI. O escritor dinamarquês Lis Paludan tentou descobrir a origem do crochê na Europa e fundamentou algumas teorias. A mais provável é a de que o crochê se originou na Arábia e chegou à Espanha pelas rotas comerciais do Mediterrâneo. Também há indícios posteriores da técnica em tribos da América do Sul, que usavam adornos de crochê em rituais da puberdade. Na China, bonecas eram feitas com a mesma técnica. Entretanto, o autor afirma que não há evidência concreta sobre o quão antiga é a arte do crochê.

A origem mais provável vem da técnica de costura chinesa, uma forma primitiva de bordado que foi difundida no Oriente Médio e chegou à Europa por volta de 1700. Mas o crochê só começou a ser fortemente difundido em 1800. A francesa Riego de La Branchardiere desenhou padrões que podiam ser facilmente duplicados e publicou em livros para que outras pessoas pudessem começar a copiar os desenhos. Os trabalhos com a técnica do crochê podem ser realizados com qualquer tipo de fio ou material. Tudo depende da peça a ser executada: uma toalha delicada ou uma colcha, um casaco ou um tapete resistente. Atualmente usa-se a técnica para confeccionar variadas peças, tudo depende da criatividade de cada um.



História do Crochê


Pouco se conhece dos primeiros idos do crochê, mas acredita-se que os primeiros trabalhos foram feitos com os dedos. Alguns teorizam que o crochê evoluiu de práticas tradicionais na Arabia, América do Sul ou China, mas não existe nenhuma evidência decisiva dessa técnica antes de sua popularidade na Europa durante o século 19. Os escritos mais velhos que se tem datam do ano de 1812 e a primeira receita de crochê publicada apareceu na revista holandesa "Penelope" em 1824.

No século 19 na França, Reino Unido e America , o crochê começou a ser usado como um substituto mais barato para as outras formas de rendas. O preço da linha de algodão industrial estava baixando, e apesar das rendas de crochê gastarem mais linha do que as rendas de bilro e outras, o crochê era mais rápido de fazer e mais fácil de ensinar.

Durante a Grande Fome Irlandesa, freiras Ursulinas ensinaram mulheres e crianças locais a fazer crochê. O trabalho delas eram mandados por toda a Europa e America e eram comprados pela beleza e também por questões caridosas para ajudar aquela população faminta.

Por todo o mundo, o crochê tornou-se uma indústria caseira em franca expansão, particularmente na Irlanda e Norte da França, sustentando comunidades cujo meio de vida tradicional foi devastado pelas guerras, mudanças do hábito nas fazendas, uso da terra e perda das colheitas. Mulheres e as vezes crianças, ficavam em casa e criavam peças do vestuário e da casa para ganharem dinheiro. Esses trabalhos eram comprados principalmente pela classe média emergente. Esses tempos fizeram o crochê ser estigmatizado como uma prática das classes baixas e não como uma técnica em si. Aqueles que podiam comprar rendas feitas por métodos mais caros desdenhavam do crochê como uma cópia barata. Essa impressão foi parcilamente desfeita pela Rainha Vitória que comprava renda de crochê irlandes e até aprendeu a crochetar. Crochê irlandês foi promovido mais tarde pela Madame Riego de la Branchardiere por volta de 1842 , que publicou gráficos e instruções de como reproduzir rendas de bilro e rendas de agulha via crochê, e muitas outras publicações de como fazer roupas de crochê com lã. Essas receitas eram variadas e complexas.

A moda no crochê mudou com o fim da era Vitoriana. As cores fortes desapareceram e surgiram as publicações com linhas brancas ou pálidas, exceto para as bolsas chiques feitas de linhas de seda brilhantes e miçangas . Depois da Primeira Guerra Mundial, poucas receitas de crochê foram publicadas, e a maioria delas eram versões simplificadas daquelas oriundas do começo século 20. Depois da Segunda Guerra, do começo dos anos 40 até o início dos anos 60, houve uma resurgência no artesanato, particularmente nos Estados Unidos, com muitos desenhos novos e imaginativos. Foram usados nessas receitas linhas mais grossas do que aquelas do período anterior e muitas cores variadas foram incluídas. A prática do crochê permaneceu primariamente uma arte da dona de casa até o fim dos anos 60 e começo dos anos 70, quando a nova geração popularizou os quadrados da vovó e incorporou cores vibrantes. Embora o crochê tenha declinado em popularidade nos anos subsquentes, o início do século 21 tem visto o interesse pelo artesanato em geral ser revivido, como também uma grande melhoria na qualidade e variedade das linhas. Existem muitas novidades em publicações e agora muitas lojas de linhas oferecem lições de crochê em adição as tradicionais lições de tricô. Fonte: Wikipedia


POSSO USAR MEU CROCHÊ EM QUALQUER LUGAR. VEJAM!
 










FONTE DAS FOTOS:
http://queilarte.blogspot.com/
http://amagiadocroche.blogspot.com/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Table-cloth_2008-1.jpg
http://descobrindocroche.blogspot.com/2010/05/historia-do-croche.html
http://crochelilicomamor.blogspot.com/


No Blog de Gê, encontrei essas preciosidades
http://geabecia.blogspot.com/









quarta-feira, 10 de agosto de 2011

BORDADO DE RICHILIEU - TRADICIONAL NOS TRAJES DAS NOSSAS BAIANAS

 O Bordado Richelieu
“QUEM TEM FÉ VAI A PÉ.” 

E SE VESTE DE BRANCO BORDADO DE RICHELIEU















O bordado Richelieu é um bordado de características tradicionais que remonta desde a idade média. Parece desconhecer-se a sua origem. Sabe-se no entanto que foi um bordado “inicialmente” muito utilizado como adorno (cabeção) pelo Sr. Cardeal Richelieu que fazia parte da corte do Rei Luís XIII de França. A designação de “Bordado de Richelieu “, segundo parece, nasceu daí. É um trabalho que carece de bastante perícia. A sua confecção (principalmente em tecido de linho) tem requisitos especiais (para a perfeição do seu acabamento). Os espaços a recortar que contornam o desenho no tecido, são depois tecidos em linha, as chamadas brides (elo de ligação entre os desenhos). Este bordado, além de ser bastante procurado/apreciado, pode ser executado, em toalhas, naperons, cortinados, camisas, colchas, quadros, etc. dando uma real beleza a qualquer ponto ou canto onde seja colocado. Como qualquer outro bordado, o trabalho em Richelieu além de obedecer aos seus desenhos padrão/característicos, está há disposição da criatividade do Artesão. http://marianalavores.no.sapo.pt/richelieu.html

O Bordado

A arte de bordar (forma de criar a mão ou à máquina desenhos e figuras ornamentais num tecido, utilizando vários tipos de ferramentas como agulhas, dedais, máquinas pedaleiras, bastidores, tesouras fios de algodão, seda, lã, linho ou metal de maneira a que os fios utilizados formem um desenho desejado) remonta aos tempos primitivos. Existem pontos que executamos nos nossos dias com mais de dois mil anos. Um dos mais conhecidos e, antigos em todo o mundo é o ponto cruz que se pensa ser originário da Grécia. Nas antigas civilizações e sociedades, com a origem nas cores e pontos luxuosos do Médio Oriente, chegados a Europa durante o Império Romano, o que já tinham por costume enfeitar as roupas e adornos das suas casas com bordados, tornou-se uma expressão de riqueza, já que as melhores sedas, pérolas e pedras preciosas, começaram a ser utilizados como adorno das vestes de Reis e Imperadores, como forma de simbolizar o seu poder. Grande parte do trabalho antigo que se manteve é do tipo eclesiástico, tendo sido influenciado pela rica ornamentação bizantina e atingindo o seu expoente máximo com o Opus Anglicanum, ou trabalho Inglês dos Séculos XIII a XIV. A maioria do bordado secular era de natureza militar e heráldica, (bordado em bandeiras e brasões) que data de pouco tempo após a invasão da Inglaterra por Guilherme o Conquistador, em 1066. O bordado doméstico desabrochou no Século XVI, deixando de ser exclusivo da nobreza, a partir da ascensão das classes mercantis que se expandiam pela Europa. Em Nova Inglaterra existiram Escolas de Lavores desde o início do Século XVIII, onde eram mais abundantes os tecidos e materiais para a confecção dos bordados. http://marianalavores.no.sapo.pt/richelieu.html

TRADIÇÕES DA BAHIA: LAVAGEM DO BONFIM










ESSA FOTO: http://ladyrasta.com.br/2010/01/14/lavagem-do-bonfim-2010-eu-fui/

“QUEM TEM FÉ VAI A PÉ.”

TUDO começou com uma ameaça de naufrágio e uma promessa. Sacudido por uma tempestade e á beira de um naufrágio, o Capitão Teodósio Rodrigues de Farias invocou o Sr. do Bonfim e prometeu construir uma Igreja, se fosse salvo. Não deu outra, pois, o santo não falha.

Chegando são e salvo á Bahia, o Capitão cumpriu a palavra; mandou fazer uma imagem de 1.06m, em cedro, réplica perfeita da original em Setúbal e pediu autorização á Santa Sé para construir uma igreja, numa colina na Cidade Baixa, para onde levou a imagem, que estava na Igreja da Penha, na Ribeira, bairro próximo.

Começou assim a devoção que reina soberana desde 1745 até os nossos dias. É a maior festa popular da Bahia; estende-se por quase todo o mês de janeiro com suas novenas, ternos, missas campais e a Lavagem das escadarias da Igreja, numa quinta-feira do mês de Janeiro, geralmente, a terceira.

A tradicional Lavagem deve sua criação ao preconceito reinante nesta cidade no inicio do século XX, quando a Igreja Catolica e a elite branca não permitia o culto dos negros e até os perseguia, sem dó, nem piedade.

Acontece que, no culto afro, Sr.do Bonfim é Oxalá, o maior de todos os orixás e precisava ser festejado, com a lavagem do seu templo na Colina, segundo o ritual, com água perfumada de flores brancas e alfazema:eram as águas de Oxalá. O clamor pela proibição foi tamanho que a Igreja cedeu um pouco;”o povo de santo” lavaria o adro e as escadarias, enquanto o templo permaneceria fechado.

O cortejo sai do Comercio, geralmente no meio da manhã, da Igreja de N.Sra.da Conceição da Praia e um mundo de gente , moradores, turistas, adeptos ou não da religião africana, políticos que querem “sair bem na foto”, milhares de pessoas vestidas de branco, cavaleiros, carroças enfeitadas, o afoxé “Filhos de Ghandi”, esparzindo perfume de alfazema no meio da multidão, jornalistas daqui e d’além, percorre os 8 km e sobe a colina para assistir á festa. Gente de todo lugar.”eu vim de Ilha de Maré, minha senhora. prá fazer samba na Lavagem do Bonfim”, cantava Batatinha, sambista de escol. Cerca de 500 baianas vestidas de branco, com seus trajes engomados e rendados cheirando a patchulí, distribuem banho de cheiro aos passantes,para tirar as ziquiziras e afastar o mau-olhado.

Fitinhas de Sr.Bonfim, chamadas “medidas” são distribuídas ás mancheias para todos que têm um sonho secreto e esperam concretizá-lo; deve-se dar três nozinhos enquanto se faz três pedidos e deixar no pulso, sem nunca tirar; quando a fitinha rasgar o pedido será atendido, tão certo como dois e dois são quatro. A “medida”tem exatos 63 cm, distancia da chaga do peito de Cristo até Sua mão esquerda.Coloridas e belas trazem felicidade.

Por todo o Largo e subindo a Colina barracas de comida e bebida distraem e alimentam os passantes; é o acarajé dourado, o oloroso abará, o efó, o vatapá, ouro líquido, o caruru perfumado, é o mistério , a cor e o cheiro desta cidade mágica cheia de ritmos e axé , onde é impossível ser infeliz.

Durante todo o trajeto, canta-se com emoção, o Hino ao Senhor do Bonfim, música de Péthion de Villar e letra do poeta Arthur de Sales, da qual tenho a honra de ser sobrinha-neta.

Hoje estarei lá, de branco, reverenciando o maior orixá da Bahia, fazendo meus pedidos e tomando banho de cheiro, para limpinha, levinha, com a alma perfumada e feliz , seguir o meu destino. Como todos!

“Andá com fé eu vou, qui a fé nun custuma faia...”

“Desta Sagrada Colina

Mansão da Misericordia

Dá-nos a graça divina

Da justiça e da concórdia”.

Que as bênçãos de Oxalá tragam paz ao mundo!

Miriam de Sales - Perfil do Autor: Baiana, mulher, 65 anos, professora, escritora amadora, trilingue; gosto de arte, literatura, cinema, viagens.
http://www.artigonal.com/religiao-artigos/tradicoes-da-bahialavagem-do-bonfim-723499.html


NOSSO RECHILIEU!
ABENÇOADO PELO SENHOR DO BOMFIM,
ABENÇOADO PELOS ORIXÁS!

Foto: Tássia Novaes - http://jardimdasfolhassagradas.zip.net/


http://lenidavid.com.br/?tag=lavagem-do-bonfim

Lavagem do Bonfim


Ah, eu vim de Ilha de Maré minha senhora
Prá fazer samba na lavagem do Bonfim
Saltei na rampa do mercado e segui na direção
Cortejo armado na Igreja da Conceição
Aí de carroça andei, comadre,
Aí de carroça andei, compadre
Ah, quando eu cheguei no Bonfim minha senhora
Da carroça enfeitada eu saltei
Com água, flores e perfume
a escada da colina eu lavei
Aí foi que eu sambei, compadre
Aí foi que eu sambei, comadre…
Aí foi que eu sambei, compadre
Aí foi que eu sambei, comadre…
(Ilha de Maré) 

 http://ladyrasta.com.br/2010/01/14/lavagem-do-bonfim-2010-eu-fui/

SÓ NA BAHIA QUE VOCÊ ENCONTRA O RECHILIEU
MAIS BONITO!
SOTEROPOLITANOS
Cultura afro
Alta costura afro baiana

Indumentária afro-brasileira sobrevive como símbolo da cultura, da religião e da resistência dos negros no país.
por Adriana Jacob*
adriana-jacob@uol.com.br
Começa através das mãos da mãe, da avó ou da madrinha de um recém-nascido o primeiro ritual pelo qual passa uma criança nos terreiros de matriz africana. São elas que tecem ou encomendam um tecido que terá significado especial por toda a existência do descendente e mesmo após sua passagem pela terra. Dezesseis dias depois de nascer, a mão materna envolve o bebê no pano da costa especialmente lavado, incensado e perfumado para a ocasião. É assim que tem início o ikomojadê, cerimônia que apresenta, pela primeira vez, um novo filho ou filha às divindades reverenciadas no candomblé.
É sobre esse tecido que a criança fica deitada, enquanto o líder religioso da casa profere palavras sagradas de prosperidade ao recém-nascido. O grupo faz saudações especiais diante de Xangô, Dadá, Oxum e Iemanjá. Depois, derrama um pouco da água da quartinha na cabeça da criança. Em alguns locais, nesse momento é escolhido um nome em iorubá para o bebê. “É uma comemoração à vida, ao nascimento. Você só pede coisas boas para aquele bebê. Esse tecido branco vai acompanhá-lo para sempre”, explica e egbomi Cici, do Terreiro Ilê Axé Opô Aganju e pesquisadora da Fundação Pierre Verger.
Guardado pela família, o tecido do Ikomojadê estará ao lado da criança até o dia em que, jovem ou adulta, se despeça da vida. Ainda que o ritual tenha variações – em algumas casas, ocorre no nono dia – ele revela pistas da importância da indumentária para a cultura negro-africana transportada pelo processo forçado da diáspora.
Um pedaço de pano pode simbolizar a sobrevivência de toda uma identidade e conservar detalhes fundamentais de uma cultura. É possível perceber as diferenças entre o povo de nação jeje, angola e iorubá apenas pela maneira de amarrar o torço na cabeça, só para citar um exemplo. O simples gesto de prender os cabelos num turbante, herança que sobrevive através das vestes das baianas de acarajé, preserva a riqueza de um hábito iniciado do outro lado do mar.
E não foram apenas os escravos seguidores da religião de raiz africana que reafirmaram a identidade através da forma de se vestir. Os negros muçulmanos eram tão reconhecidos por suas roupas nas ruas da velha Salvador que, graças a elas, foi possível constatar o papel central desempenhado pelos malês na rebelião de 1835. “Os rebeldes – ou uma boa parte deles – foram para as ruas com roupas usadas na Bahia pelos adeptos do islamismo. No corpo de muitos dos que morreram a polícia encontrou amuletos muçulmanos e papéis com rezas e passagens do Qur’an usados para proteção. Essas e outras marcas da revolta levaram o chefe da polícia Francisco Gonçalves Martins a concluir o óbvio: ‘o certo’, escreveu ele, ‘é que a religião tinha sua parte na sublevação’”, descreve o pesquisador João José Reis em Rebelião Escrava no Brasil.

http://soteropolitanosculturaafro.wordpress.com/2008/09/16/identidade-ancestral/



FOTOS DE:  de Ricardo Prado, Welton Araújo e Haroldo Abrantes





http://kizombaafestadaraca.blogspot.com/2012_01_01_archive.html
O MEU AXÉ! PARA TODOS!
Pensamentos

Meus Trabalhos